Mundo
Guerra no Médio Oriente
Fim ao comércio com colónias israelitas nos territórios ocupados da Palestina. Portugal entre os 12 países subscritores
A decisão do Eliseu foi anunciada esta terça-feira. O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês diz que Portugal fez o mesmo, num total de 12 países que tomaram posição.
Numa declaração conjunta, os países vêm defender a solução de dois Estados, dizendo que as ações de Israel comprometem essa solução e vêm confirmar "a sua intenção de impor restrições nacionais ao comércio de bens com colónias ilegais à luz do direito internacional e/ou de apoiar restrições europeias nesse sentido, ou que ponderam seriamente adotar tais restrições ou outras medidas em conformidade com os seus procedimentos nacionais".
A decisão é subscrita pela França, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polónia, Portugal e Suécia.
La France va mettre fin au commerce avec les colonies israéliennes situées dans les Territoires palestiniens occupés, avec onze autres pays qui ont pris des engagements du même ordre.
— Jean-Noël Barrot (@jnbarrot) September 8, 2026
Pourquoi ?
Parce que la Cisjordanie est au bord de l'explosion : expansion effrénée de la… pic.twitter.com/mJStC3HgOk
O responsável britânico pelos Negócios Estrangeiros referiu que será imposto um regime sancionatório e faz acusações sobre indício de crimes de guerra e limpeza étnica.
The UK will stand up for what is right. pic.twitter.com/0jbDiQ7vVC
— Ed Miliband (@Ed_Miliband) September 8, 2026
"O Governo britânico reconhece que está a ocorrer uma limpeza étnica dos palestinianos em zonas da Cisjordânia, perpetrada por colonos terroristas, e que, com demasiada frequência, o Governo israelita tem fechado os olhos a esta situação", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Ed Miliband.
Numa intervenção hoje no parlamento britânico, Miliband lamentou que ministros israelitas "têm feito declarações e tomado medidas para apoiar o deslocamento forçado dos palestinianos".
"Hoje anuncio que a posição oficial do Governo britânico é a de que a ocupação é ilegal devido ao reforço do seu controlo, à sua intenção de alargar a soberania permanente e à sua agenda expansionista através de colonatos ilegais", vincou.
Perante este cenário, Miliband anunciou a proibição de importação de bens provenientes de colonatos ilegais nos territórios ocupados através de um novo regime abrangente de sanções.
"Tomaremos medidas contra empresas e indivíduos específicos que prestem serviços, tais como construção, infraestruturas, financiamento ou imobiliário, para a expansão dos colonatos", advertiu.
Segundo a estação britânica pública BBC, os produtos mais exportados a partir dos colonatos, classificados ilegais à luz do Direito Internacional, são tâmaras, mangas, abacates, uvas, vinho, azeite e produtos de consumo. Estes são fáceis de identificar, mas as sanções serão mais complicadas no caso dos serviços.
O regime de sanções terá como alvo os colonatos ilegais e a expansão dos colonatos, e não Israel, salientou Miliband, que assumiu as suas raízes como "orgulhoso judeu britânico", cujo avô e outros familiares foram mortos pelos nazis.
Miliband prometeu que a legislação entrará em vigor dentro de seis a nove meses, mas que, entretanto, serão tomadas sanções imediatas contra um novo grupo de colonos extremistas que apoiaram ou incitaram atos de violência contra comunidades palestinianas e medidas para dissuadir a expansão dos colonatos, em particular o desenvolvimento da zona E1.
Numa intervenção hoje no parlamento britânico, Miliband lamentou que ministros israelitas "têm feito declarações e tomado medidas para apoiar o deslocamento forçado dos palestinianos".
"Hoje anuncio que a posição oficial do Governo britânico é a de que a ocupação é ilegal devido ao reforço do seu controlo, à sua intenção de alargar a soberania permanente e à sua agenda expansionista através de colonatos ilegais", vincou.
Perante este cenário, Miliband anunciou a proibição de importação de bens provenientes de colonatos ilegais nos territórios ocupados através de um novo regime abrangente de sanções.
"Tomaremos medidas contra empresas e indivíduos específicos que prestem serviços, tais como construção, infraestruturas, financiamento ou imobiliário, para a expansão dos colonatos", advertiu.
Segundo a estação britânica pública BBC, os produtos mais exportados a partir dos colonatos, classificados ilegais à luz do Direito Internacional, são tâmaras, mangas, abacates, uvas, vinho, azeite e produtos de consumo. Estes são fáceis de identificar, mas as sanções serão mais complicadas no caso dos serviços.
O regime de sanções terá como alvo os colonatos ilegais e a expansão dos colonatos, e não Israel, salientou Miliband, que assumiu as suas raízes como "orgulhoso judeu britânico", cujo avô e outros familiares foram mortos pelos nazis.
Miliband prometeu que a legislação entrará em vigor dentro de seis a nove meses, mas que, entretanto, serão tomadas sanções imediatas contra um novo grupo de colonos extremistas que apoiaram ou incitaram atos de violência contra comunidades palestinianas e medidas para dissuadir a expansão dos colonatos, em particular o desenvolvimento da zona E1.